Almocinho em casa da avó. Tãoooooo booommmmmmmm.
Praticamente cresci em casa da minha avó. Embora dormisse em casa com os meus pais, os meus dias dividiam-se entre a escola e a casa da minha avó.
As minhas memórias são simplesmente fantásticas. Ela é a tipica avó que estraga os netos com mimos. Com as comidinhas que gostam, docinhos e muito carinho...
Consegui reviver alguns momentos e confesso que foi um dia muito nostálgico e muito saboroso também. Fazem 9 anos que estava abraçada à minha avó... por esta hora... a chorar a morte do meu avô...
É tão bom crescer, evoluir, viver... mas depois olhamos para trás... e há tanta coisa que vivemos que nos faz falta...
Ando num período de reflexão e de aceitação da mudança... nem sempre para melhor
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terça-feira, 9 de outubro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Nova vida, velhos hábitos
Alguém tem duvidas de que eu noutra encarnação fui um cão?
Sim, tal como as minhas "filhotas" eu também fazia cócó atrás das portas...
Shame on me...
Sim, tal como as minhas "filhotas" eu também fazia cócó atrás das portas...
Shame on me...
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Batons
Como já tinha referido anteriormente e afirmo uma vez mais, a infância é uma altura de descobertas. Nesta fase podemos tudo ou quase tudo...
Este episódio passou-se já eu frequentava a 3ª classe. A minha escola era colada ao infantário onde trabalhava a minha mãe e sempre que terminavam as aulas eu ia a correr ter com ela e ficava a brincar pelas salinhas dos 3, 4 e 5/6 anos até acabar o expediente e regressar com ela a casa.
Pois bem, neste dia fatídico, eu saí mais cedo da escola e as salas ainda estavam ocupadas com os meninos. Vai daí, decido brincar no ginásio/espaço de refeições da escola que tinha ligação à cozinha e a uma área restrita onde as empregadas deixavam os seus pertences.
Tomada pelo aborrecimento, decidi ir explorar malas alheias (como quem diz da colega da minha mãe) que na altura vendia batons e tinha uma enorme colecção com todas as cores e mais algumas. Na minha imensa ingenuidade, perguntei-me o que aconteceria se desenrolasse todo o batom e colocasse a tampa sem o recolher... Pois bem... o resultado desta experiência não se fez esperar e o batom ficou assim deveras desfeito...
Apesar de já saber o resultado, achei a brincadeira interessante e achei também ( não sei como) que aquela brincadeira não me iria trazer consequências passando eu impune, mesmo depois de trazer um ainda considerável prejuízo à rapariga.
Quando fui, um ou dois dias mais tarde confrontada com tal ... tratei de arranjar um bode expiatório para imputar culpas e safar-me de fininho a uma "carga de porrada" da minha mãe.
Conclusão: Não apanhei nenhuma palmada, confessei mais tarde o meu "crime" e ainda hoje tenho um certo sentimento de culpa do que fiz...
É por estas e por outras que discordo da noção de que as crianças são inocentes. Há que definir idades e limites. Podemos experimentar algo por ignorância, ver que foi uma asneira e parar ou continuar a fazê-lo porque de uma forma inexplicável está mal, mas dá-nos um certo gozo fazer...
Este episódio passou-se já eu frequentava a 3ª classe. A minha escola era colada ao infantário onde trabalhava a minha mãe e sempre que terminavam as aulas eu ia a correr ter com ela e ficava a brincar pelas salinhas dos 3, 4 e 5/6 anos até acabar o expediente e regressar com ela a casa.
Pois bem, neste dia fatídico, eu saí mais cedo da escola e as salas ainda estavam ocupadas com os meninos. Vai daí, decido brincar no ginásio/espaço de refeições da escola que tinha ligação à cozinha e a uma área restrita onde as empregadas deixavam os seus pertences.
Tomada pelo aborrecimento, decidi ir explorar malas alheias (como quem diz da colega da minha mãe) que na altura vendia batons e tinha uma enorme colecção com todas as cores e mais algumas. Na minha imensa ingenuidade, perguntei-me o que aconteceria se desenrolasse todo o batom e colocasse a tampa sem o recolher... Pois bem... o resultado desta experiência não se fez esperar e o batom ficou assim deveras desfeito...
Apesar de já saber o resultado, achei a brincadeira interessante e achei também ( não sei como) que aquela brincadeira não me iria trazer consequências passando eu impune, mesmo depois de trazer um ainda considerável prejuízo à rapariga.
Quando fui, um ou dois dias mais tarde confrontada com tal ... tratei de arranjar um bode expiatório para imputar culpas e safar-me de fininho a uma "carga de porrada" da minha mãe.
Conclusão: Não apanhei nenhuma palmada, confessei mais tarde o meu "crime" e ainda hoje tenho um certo sentimento de culpa do que fiz...
É por estas e por outras que discordo da noção de que as crianças são inocentes. Há que definir idades e limites. Podemos experimentar algo por ignorância, ver que foi uma asneira e parar ou continuar a fazê-lo porque de uma forma inexplicável está mal, mas dá-nos um certo gozo fazer...
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Bibelôs
Na infância têm lugar as primeiras experiências, as primeiras descobertas e a aprendizagem do que é bom, do que é mau, do que é certo, do que não é... A nossa personalidade vai-se formando e por mais que se altere ao longo tempo fica sempre alguma coisa que já estava tão patente em tenra idade...
Nem tudo pode, ou deve ser revelado num blog. Há coisas que de facto, nem entre 4 paredes se confessam e devem ficar só para nós, mas posso dizer assim muito por alto que desde pequenina já gostava de namoriscar os rapazes. Quando digo pequenina falo em 4/5 anos... (gargalhada). Acho que posso dar um novo sentido à palavra precoce.
Foi exactamente na pré-primária que fui alvo de um amor platónico. O Nelson... (que desconheço o paradeiro) era um menino franzino de tez branca, loirinho, com uns óculos fortíssimos (meio fundo de garrafa) e com um arzinho muito doce. O Nelson vinha de uma família bastante pobre, em muito devido ao facto de não existir qualquer planeamento familiar e do agregado ser constituído por umas 9 pessoas, das quais 7 eram crianças.
Lembro-me que o Nelson olhava imenso para mim, era querido (nesta altura os rapazes costumam gostar de arrear nas miúdas, são autênticos carrascos e não descobriram ainda que não somos bonecas de pancada) e dava-me diariamente presentes. Infelizmente, presentes esses, que eu devolvia sempre ao final do dia à mãe já que eram bibelôs surrupiados da sua sala de estar. Apesar de tudo, o que contava era a intenção e eu acho que fiquei mal habituada logo desde pequenina com estes Nelson's da vida....
Tenho pena de não saber nada dele, mas espero que viva hoje melhor do que vivia e que tenha alcançado os seus objectivos para que hoje possa comprar ele próprio bibelôs para presentear alguém...
Nem tudo pode, ou deve ser revelado num blog. Há coisas que de facto, nem entre 4 paredes se confessam e devem ficar só para nós, mas posso dizer assim muito por alto que desde pequenina já gostava de namoriscar os rapazes. Quando digo pequenina falo em 4/5 anos... (gargalhada). Acho que posso dar um novo sentido à palavra precoce.
Foi exactamente na pré-primária que fui alvo de um amor platónico. O Nelson... (que desconheço o paradeiro) era um menino franzino de tez branca, loirinho, com uns óculos fortíssimos (meio fundo de garrafa) e com um arzinho muito doce. O Nelson vinha de uma família bastante pobre, em muito devido ao facto de não existir qualquer planeamento familiar e do agregado ser constituído por umas 9 pessoas, das quais 7 eram crianças.
Lembro-me que o Nelson olhava imenso para mim, era querido (nesta altura os rapazes costumam gostar de arrear nas miúdas, são autênticos carrascos e não descobriram ainda que não somos bonecas de pancada) e dava-me diariamente presentes. Infelizmente, presentes esses, que eu devolvia sempre ao final do dia à mãe já que eram bibelôs surrupiados da sua sala de estar. Apesar de tudo, o que contava era a intenção e eu acho que fiquei mal habituada logo desde pequenina com estes Nelson's da vida....
Tenho pena de não saber nada dele, mas espero que viva hoje melhor do que vivia e que tenha alcançado os seus objectivos para que hoje possa comprar ele próprio bibelôs para presentear alguém...
domingo, 2 de setembro de 2012
Onde está o Wally?
Enquanto a minha mãe fazia compras, os livros do Wally na livraria do Continente eram uma óptima companhia.
sábado, 1 de setembro de 2012
Movimento anti-barbies
Há coisas que são inatas. Desde que me lembro de mim, lembro-me de amar peluches, abraçá-los, mimá-los e estimá-los como se fossem animais reais. Tenho todos, nunca deitei nenhum fora e devo ter exemplares bem mais velhos do que eu... Fazia teatros com eles, tendo como audiência toda a família e constituía famílias, para que não houvesse bichinhos solitários.
Não estranho, portanto, que a minha causa sejam os animais e a luta pelos seus direitos e a revolta pelos abusos que lhes fazem. No fundo eu não a escolhi, desde que me conheço que respeito e amo a bicharada em geral (ainda me estou a refazer mentalmente do genocídio de formigas lá em casa, mas teve mesmo de ser...).
Mas ora se por um lado amava peluches, por outro odiava Barbies. Inicialmente estas coisas loiras só serviam, quanto a mim, para desmembrar. Também as tentei trucidar na máquina de lavar roupa, mas as gajas não morriam afogadas. Por fim, tentei o doce de tomate da minha mãe, mas elas eram rijas e saíram do tacho sem uma única queimadura. Porcas sujas - Pegas - Burras!!!!!!
Bem mais tarde, descobri outras utilidades para as Barbies. Elas serviam de manequins e eu fazia variadíssimas fatiotas para elas, estimulando a minha imaginação e a criatividade no que toca à moda e a um universo que também desde sempre me cativou!!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Enfant Terrible
Ai que saudades daquela idade em que não sentimos o peso das responsabilidades, mas sentimos uma mãozinha mais pesada sempre que fazemos asneiras... Somos protegidos, vivemos alheados de muita coisa e por isso somos felizes, obviamente que uns mais do que outros, aqueles cuja vida não inundou de vicissitudes logo desde cedo, têm certamente muitas memorias de traquinices para contar.
Só assim de repente, lembro-me daquelas mais corriqueiras, como tocar às campainhas e fugir, ligar para os call centers ou para as vizinhas com brincadeiras "desagradáveis", mandar molas e balões de água das varandas... enfim... o costume.
Contudo, eu e a minha irmã, gostávamos de inovar quando o assunto era "asneirada".
Dia de compras:
- Abrir pacotes de cereais e ficar com brindes;
- Carimbar os livros do Continente com os carimbos-oferta do Chocapic;
- Comer chocolates e deixar lá só os pacotes;
- Roubar carrinhos de compras e deixar os ex donos a "apanhar bonés";
Férias:
- Beber Pisang Ambon às escondias;
- Andar com saltos altos da mãe;
- Comer tabletes de chocolate inteiras às escondidas;
- Fazer concursos de gases;
- Fazer convers de musicas da berra (o Jaimão ao pé de nós era um santo)
Ainda acham que não me divertia?
Só assim de repente, lembro-me daquelas mais corriqueiras, como tocar às campainhas e fugir, ligar para os call centers ou para as vizinhas com brincadeiras "desagradáveis", mandar molas e balões de água das varandas... enfim... o costume.
Contudo, eu e a minha irmã, gostávamos de inovar quando o assunto era "asneirada".
Dia de compras:
- Abrir pacotes de cereais e ficar com brindes;
- Carimbar os livros do Continente com os carimbos-oferta do Chocapic;
- Comer chocolates e deixar lá só os pacotes;
- Roubar carrinhos de compras e deixar os ex donos a "apanhar bonés";
Férias:
- Beber Pisang Ambon às escondias;
- Andar com saltos altos da mãe;
- Comer tabletes de chocolate inteiras às escondidas;
- Fazer concursos de gases;
- Fazer convers de musicas da berra (o Jaimão ao pé de nós era um santo)
Ainda acham que não me divertia?
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