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sábado, 1 de setembro de 2012

Movimento anti-barbies

Há coisas que são inatas. Desde que me lembro de mim, lembro-me de amar peluches, abraçá-los, mimá-los e estimá-los como se fossem animais reais. Tenho todos, nunca deitei nenhum fora e devo ter exemplares bem mais velhos do que eu... Fazia teatros com eles, tendo como audiência toda a família e constituía famílias, para que não houvesse bichinhos solitários.

Não estranho, portanto, que a minha causa sejam os animais e a luta pelos seus direitos e a revolta pelos abusos que lhes fazem. No fundo eu não a escolhi, desde que me conheço que respeito e amo a bicharada em geral (ainda me estou a refazer mentalmente do genocídio de formigas lá em casa, mas teve mesmo de ser...).
Mas ora se por um lado amava peluches, por outro odiava Barbies. Inicialmente estas coisas loiras só serviam, quanto a mim, para desmembrar. Também as tentei trucidar na máquina de lavar roupa, mas as gajas não morriam afogadas. Por fim, tentei o doce de tomate da minha mãe, mas elas eram rijas e saíram do tacho sem uma única queimadura. Porcas sujas - Pegas - Burras!!!!!!
Bem mais tarde, descobri outras utilidades para as Barbies. Elas serviam de manequins e eu fazia variadíssimas fatiotas para elas, estimulando a minha imaginação e a criatividade no que toca à moda e a um universo que também desde sempre me cativou!!


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Enfant Terrible

Ai que saudades daquela idade em que não sentimos o peso das responsabilidades, mas sentimos uma mãozinha mais pesada sempre que fazemos asneiras... Somos protegidos, vivemos alheados de muita coisa e por isso somos felizes, obviamente que uns mais do que outros, aqueles cuja vida não inundou de vicissitudes logo desde cedo, têm certamente muitas memorias de traquinices para contar.

Só assim de repente, lembro-me daquelas mais corriqueiras, como tocar às campainhas e fugir, ligar para os call centers ou para as vizinhas com brincadeiras "desagradáveis", mandar molas e balões de água das varandas... enfim... o costume.

Contudo, eu e a minha irmã, gostávamos de inovar quando o assunto era "asneirada".


Dia de compras:

- Abrir pacotes de cereais e ficar com brindes;

- Carimbar os livros do Continente com os carimbos-oferta do Chocapic;

- Comer chocolates e deixar lá só os pacotes;

- Roubar carrinhos de compras e deixar os ex donos a "apanhar bonés";


Férias:


- Beber Pisang Ambon às escondias;

- Andar com saltos altos da mãe;

- Comer tabletes de chocolate inteiras às escondidas;

- Fazer concursos de gases;

- Fazer convers de musicas da berra (o Jaimão ao pé de nós era um santo)



Ainda acham que não me divertia?