Começo a pensar que da maneira que isto anda a taxa de suicídio deve aumentar e bem no próximo ano. Deve ser muito complicado chegar ao ponto de pensar que a única saída é a morte. E coragem para acabar com tudo e deixar quem se gosta? E o desespero? As depressões não devem ser nunca menosprezadas, mas também vale a pena ter uma atitude combativa e resiliente. Há pessoas que já nasceram deprimidas, zangadas com tudo e com todos, vitimas de tudo e de todos... Mas no fundo, ninguém está livre de cair num enorme buraco negro criado, alimentado e empolado por si e por um mundo que nem sempre é justo e bonito... [E pronto... Isto é porque de facto estou com um bocadinho de receio do futuro e espero ter sempre força para o enfrentar e para nunca cair...]
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sábado, 8 de dezembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
MEDO!!
Nunca como agora me senti tão assustada com esta onda de criminalidade que vai assolando o País.
É que simplesmente me parece que os criminosos se profissionalizaram e roubam, matam e violam "melhor" do que antigamente (a parte do melhor entenda-se que é sem deixar rastro).
Depois temos os novos criminosos que roubam por desespero com a justificação de alimentar os filhos.
Depois temos os maridos, os namorados, os pais, os filhos que pensamos que conhecemos e que sem mais nem menos nos apunhalam, literalmente, pelas costas.
Isto anda deveras assustador e nunca sabemos efectivamente a índole de quem está sentado ao nosso lado!!!!
Esqueçam as aparências, muitas vezes é o preconceito que nos distorce a visão. Muitos dos novos larápios (para não dizer pior) são para lá de bem apresentáveis.
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Que tal um Banco de trocas?
Depois de fazer os cálculos sobre os novos descontos sobre os salários aplicados em 2013 fiquei com a nítida sensação que o povo não vai viver, vai tentar sobreviver a este ano agreste.
Com um corte de mais de 200 euros no orçamento familiar não existe outra opção se não cortar, cortar e cortar. Mas em quê? Uma pessoa já não é dada a grandes luxos, mas ainda preserva alguma qualidade de vida, que parece que vai ter de suprimir por completo para não passar a viver debaixo da ponte.
Sinceramente este é daquelas temas tão batidos que gostaria simplesmente de evitar, mas não é possível. Vamos efectivamente ser afectados por isto, vamos efectivamente sofrer na pele por esta crise, vamos efectivamente perder muita coisa.
Tenho a certeza que grande parte do comercio e restauração se vai ressentir de forma irreversível com esta quebra brutal do poder de compra e muitos vão mesmo fechar portas.
É neste contexto que acho que faria todo o sentido um banco de trocas. Para podermos "livrar-nos" do que já não queremos trocando por algo que nos faça falta... Talvez assim suprimissemos de certa forma a necessidade de ter algo novo. De comprar, de consumir...
(Olhando para isto consigo aperceber-me também do quanto estamos a regredir. "Troco estes 6 ovos por um quilo de batatas")
... E sim, é muito giro acompanhar as 3500 tendências da moda e ver as patrocinadas a desfilar os modelitos ofertados, o que realmente é triste é que a maior parte de nós vai ficar mesmo só a ver!!
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Dicas para sobreviver à crise
A crise é daqueles temas de que eu fujo a sete pés. Sinceramente tenho a minha firewall no máximo de forma a que não passe para os meus ouvidinhos qualquer assunto que esteja ligado a esta conjuntura de trampa que se vive em Portugal e que vai acabar com o pouco que as famílias têm e conseguiram conquistar ao longo de anos de esforço e de trabalho.
Contudo, lá vou sabendo por portas e travessas que isto para o ano vai ser agreste. Contudo, prefiro assim, que a informação já me seja passada filtrada, sem os sensacionalismos do costume, sem que entre em depressão, sem que chore desalmadamente pelos embelezamentos mórbidos que a imprensa dá à coisa... Pronto é aquele luxo de que eu não dispenso... foi a forma que encontrei para me proteger. Pois sou a favor daquela velha máxima de que os ignorantes são mais felizes e sinceramente não me apetece mesmo aumentar a minha conta na farmácia à pala de anti depressivos.
Sei que vou ter de me adaptar a esta realidade e isso passa por mudar certos hábitos. Daqueles que estão enraizados até à ponta dos cabelos... Sei que outras coisas posso simplesmente adaptar sem grande esforço em prole da minha saúde financeira.
Por este motivo e para que não me esqueça de me lembrar vou apontar algumas dicas que me permitam poupar naquilo que é supérfluo. Sim, porque no que não é... nós já tentamos poupar ao máximo e vai ser complicado mudar ainda mais sem perder qualidade de vida... muita... bastante... toda...
Enfim... Hoje, a minha dica vai direitinha para a 7ª arte!!!!
Eu gosto de ir ao cinema de quando em vez. Não preciso de o fazer todas as semanas ou mesmo todos os meses, mas há sempre aquele filme que não quero perder no grande écran. Por esse motivo adquiri o cartão Castello lopes Cinemas. Por norma vou ao cinema durante a semana e dispenso as confusões e multidões, as estreias, a guerra de pipocas, os telemóveis a tocar, as conversas paralelas, as crianças e os adolescentes insuportáveis... e... vou feliz e descansada a uma segunda, quarta ou quinta. Com isso ganho pontinhos no meu cartão (sim durante a semana os pontos são a dobrar). Assim que conseguir 30 pontos tenho um bilhete grátis, o que diga-se de passagem, que ao preço a que estão os bilhetes vem sempre a calhar.
Sim, é chatos sair tarde do cinema quando no outro dia é preciso levantar com as galinhas. E sim, existe toda uma panóplia de actividades domesticas que ficam afectadas por este pequeno "luxo". Mas um dia não são dias não é verdade? E é no poupar que está o ganho!!!
Contudo, lá vou sabendo por portas e travessas que isto para o ano vai ser agreste. Contudo, prefiro assim, que a informação já me seja passada filtrada, sem os sensacionalismos do costume, sem que entre em depressão, sem que chore desalmadamente pelos embelezamentos mórbidos que a imprensa dá à coisa... Pronto é aquele luxo de que eu não dispenso... foi a forma que encontrei para me proteger. Pois sou a favor daquela velha máxima de que os ignorantes são mais felizes e sinceramente não me apetece mesmo aumentar a minha conta na farmácia à pala de anti depressivos.
Sei que vou ter de me adaptar a esta realidade e isso passa por mudar certos hábitos. Daqueles que estão enraizados até à ponta dos cabelos... Sei que outras coisas posso simplesmente adaptar sem grande esforço em prole da minha saúde financeira.
Por este motivo e para que não me esqueça de me lembrar vou apontar algumas dicas que me permitam poupar naquilo que é supérfluo. Sim, porque no que não é... nós já tentamos poupar ao máximo e vai ser complicado mudar ainda mais sem perder qualidade de vida... muita... bastante... toda...
Enfim... Hoje, a minha dica vai direitinha para a 7ª arte!!!!
Eu gosto de ir ao cinema de quando em vez. Não preciso de o fazer todas as semanas ou mesmo todos os meses, mas há sempre aquele filme que não quero perder no grande écran. Por esse motivo adquiri o cartão Castello lopes Cinemas. Por norma vou ao cinema durante a semana e dispenso as confusões e multidões, as estreias, a guerra de pipocas, os telemóveis a tocar, as conversas paralelas, as crianças e os adolescentes insuportáveis... e... vou feliz e descansada a uma segunda, quarta ou quinta. Com isso ganho pontinhos no meu cartão (sim durante a semana os pontos são a dobrar). Assim que conseguir 30 pontos tenho um bilhete grátis, o que diga-se de passagem, que ao preço a que estão os bilhetes vem sempre a calhar.
Sim, é chatos sair tarde do cinema quando no outro dia é preciso levantar com as galinhas. E sim, existe toda uma panóplia de actividades domesticas que ficam afectadas por este pequeno "luxo". Mas um dia não são dias não é verdade? E é no poupar que está o ganho!!!
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Blow me a light
Nesta altura de crise ouvem-se muitas queixas por parte das entidades empregadoras que alegam que há muito desemprego, mas que muita gente também não quer é trabalhar.
Eu concordo que neste cenário existam as tais duas faces da moeda. Por um lado pessoas que preferem ter pouco ou nada, porque preferem fazer pouco ou nada e pessoas que se esforçam, que se empenham, que querem trabalhar, mas depois só tem como oferta, trabalho precário, mal remunerado e exploratório.
As empresas alegam estar em crise com a diminuição do poder de compra e os altos encargos fiscais. Será? Ou será que entrámos num clima de puro aproveitamento tendo como justificação a crise? A verdade é que se o poder de compra cai, também caiem os ganhos das empresas...
Começamos a entrar numa era de horizontes apertados que nos vai asfixiando e "matando" sonhos e objectivos.
Eu concordo que neste cenário existam as tais duas faces da moeda. Por um lado pessoas que preferem ter pouco ou nada, porque preferem fazer pouco ou nada e pessoas que se esforçam, que se empenham, que querem trabalhar, mas depois só tem como oferta, trabalho precário, mal remunerado e exploratório.
As empresas alegam estar em crise com a diminuição do poder de compra e os altos encargos fiscais. Será? Ou será que entrámos num clima de puro aproveitamento tendo como justificação a crise? A verdade é que se o poder de compra cai, também caiem os ganhos das empresas...
Começamos a entrar numa era de horizontes apertados que nos vai asfixiando e "matando" sonhos e objectivos.
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