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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fevereiro à porta...

O mês de Fevereiro traz sempre uma onda de aniversários e festas e prendinhas e comemorações que só visto. É um mês que me agrada, ou não fosse o do meu aniversário e o de mais alguém bastante importante, por sinal, na vida de moi je. 

Depois temos o frenético Carnaval que não chega nem aos calcanhares do Brasileiro, mas que se teima, não sei bem porque, em imitar. E é ver as cachopas todas despidas, arrepiadas e constipadas num pseudo samba, inseridas num cortejo sem nada de especial.

Claro que existem localidades no nosso Portugal cujo Carnaval se faz de mascarados e não de reles imitações. Até porque nem há necessidade disso. O nosso clima é diferente, e em Fevereiro estamos longe dos 40 graus. Já em Junho temos os nossos santos populares e estas festas sim, tem muito de nosso e já são cortejos dignos de se ver. A que se somam as sardinhas, os espectáculos, as pessoas aos molhos e o calor do Verão. 

Passando a outro e não ao mesmo. Fevereiro é também o mês dos namorados. E eu, casadinha da silva, sinto uma pontinha de nojo pela vaga de corações e coraçõezinhos desta época. É tudo muito cócó, pronto. Se eu estivesse solteira nesta época hibernava, a sério. Até porque, por norma, no dia 14 vêem-se mais casais do que é costume, mais beijos e abraços do que é costume, mais amassos nos cantos escuros do metro do que é costume, mais coraçõezinhos e florzinhas do que é costume e pronto... é assim digamos que cansativo.

Mas Fevereiro é mesmo assim, um mês de emoções. Esperemos é que sejam boas, muito boas a todos os níveis.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As boas intenções

Eu já andava para falar disto há algum tempo, porque realmente é daquelas coisas que me irrita a bom irritar. Eu estou farta de ser sempre a V-A-C-A porque não gosto, não gostei, nem nunca vou gostar de algo que me tenham feito de mal e para o qual a única justificação que tenham é - não foi com má intenção. Eh pá a sério, fodam-se as boas intenções. Não é por acaso que existe aquela bela expressão que diz que "de boas intenções está o inferno cheio".

Quanto a mim isto deve-se ao facto da boa intenção ser sempre a desculpa para quando se fazem as maiores cagadas. Quanto a mim, o facto de algo ser feito por bem, ou pelo menos sem malícia, não significa que seja positivo, não significa que não traga más consequências, não significa que não magoe ou prejudique o outro.

O que acontece é que as pessoas são inconsequentes, mas desculpam-se sempre com o raio da boa índole. Esqueçam, ok?! Comigo isso não funciona de todo! Temos todos cabecinhas para pensar, somos todos adultos e faz parte de ser adulto ponderar os nossos actos e antever as consequências. Claro que todo o ser humano faz cagada, uns propositadamente, outros nem tanto, MAS ASSUMAM-SE. Esqueçam o raio da boa intenção.

... "Ah, eu matei-a, mas foi sem querer, não tinha essa intenção, tinha a arma carregada e apontada à testa da desgraçada, mas era para ver se ela se acalmava. Mas depois pronto, tive um espasmo no dedo indicador e rebentei-lhe com os miolos. Contudo note-se, que foi tudo com boa intenção"...

"Eh pah estás gorda que nem uma porca. A última vez que te vi devias ter menos uns 20 quilos não?" (comentário cheio de boas intenções. Eu depois de ouvir isto dou pinotes de contente. Não fico deprimida, pensativa, aborrecida, nada de nada. Afinal... foi sem má intenção).

"Eh pah, o meu irmão acabou de se rebentar ali na praça e matou 300 mulheres e criancinhas, mas foi com boa intenção. Tudo pela jihad".

Querem mais boas intenções??? Querem, querem??? É só repararem em quantas vezes vos fodem em prol das boas intenções e estamos conversados relativamente a essa justificação idiota.

Das duas uma, ou de facto tenho muito azar e vivo rodeada de gente bem intencionada que só me enterra à grande, OUUUUU sou mesmo o demo, estou no inferno e não sei, e de facto é aqui que vivem todas as boas intenções!!!! Cansadinha.

E o meu ano está a começar em GRANDE!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Salada de fruta

2012, foi para mim, um ano cheio de emoções. Eu diria mesmo que demasiadas para um coraçãozinho tão rotineiro como o meu, tão apegado a hábitos, tão ávido de estabilidade.

O inicio do ano foi conturbado, mas trouxe um dos melhores presentes - a minha patudinha fofa que faz hoje um aninho de vida - embora com um sabor agri-doce. A doce Mel veio doente e apresentava-se bastante assustada depois de uma viagem, cujo local de partida me é desconhecido. Pobre pequenina... Pelo menos agora está bem, crescida, fofinha, protegida e muito amada.

O ano continuou com desencontros familiares e o alerta de que um familiar muito muito próximo estaria doente. Alzheimer, teria esse sacana atingido a minha família? Durante algum tempo pensou-se que sim, mas no dia 19 de Outubro a verdadeira "doença" tomou o seu lugar.

Antes disso, um verão quente, muito quente. Passado entre quatro paredes, no trabalho, a desesperar com as altas temperaturas. De ventoinha all day virada para mim na potencia máxima para ver se não me derretia e morria mesmo ali e a desejar por dias mais fresquinhos.

Mudanças de emprego - angustia, muita angustia. No final das contas tudo correu bem, mas os dias de incerteza e mesmo de desespero pautaram largas semanas, eu diria mesmo meses.

Outubro trouxe férias tardias e algumas chatices. Férias em família tem tudo de bom como tudo de mau, sobretudo quando não é a nossa família directa, sobretudo quando são pessoas com hábitos substancialmente diferentes dos nossos, sobretudo quando nós próprios somos pessoas que zelam pela sua independência acima de tudo (ir para onde se quer, à hora que se quer, fazer o que se quer é de uma importância inestimável para mim, pelo que andar segundo a vontade dos outros me mói substancialmente o juízo).

Fim de Outubro - dolorosa separação dos progenitores e muita roupa suja em cima da mesa - lave quem quiser, eu simplesmente testei a minha resistência com isto e sou afinal bem mais forte do que pensava. Para isso em muito contribuiu a família e os outros 3 seres que comigo dividem uma casa.

Fim do ano... Pois é, finalmente viramos a página, a pergunta que se impõe agora é: a história vai ser a mesma? É que se vai pelo menos, e apesar de tudo, não é um mal maior... Ninguém ficou gravemente doente, ninguém teve nenhum acidente grotesco, ninguém perdeu uma perna, ninguém morreu, ninguém ficou desempregado (quase, mas felizmente depois correu tudo bem) - ninguém perto de mim, entenda-se - portanto, no fundo, todos os outros problemas se acabaram por resolver e estou em crer que da melhor forma possível.

Para o ano desejo, saúde, trabalho (pois é, desta vez é o meu contrato que está quase, quase a acabar e já se me tremem as pernas), amor, dinheiro, boas surpresas, muitas conquistas, mais paz e menos guerras... Que este 13 seja um número da sorte e não do azar... Bom 2013!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Que tal um Banco de trocas?

Depois de fazer os cálculos sobre os novos descontos sobre os salários aplicados em 2013 fiquei com a nítida sensação que o povo não vai viver, vai tentar sobreviver a este ano agreste. 

Com um corte de mais de 200 euros no orçamento familiar não existe outra opção se não cortar, cortar e cortar. Mas em quê? Uma pessoa já não é dada a grandes luxos, mas ainda preserva alguma qualidade de vida, que parece que vai ter de suprimir por completo para não passar a viver debaixo da ponte.

Sinceramente este é daquelas temas tão batidos que gostaria simplesmente de evitar, mas não é possível. Vamos efectivamente ser afectados por isto, vamos efectivamente sofrer na pele por esta crise, vamos efectivamente perder muita coisa. 

Tenho a certeza que grande parte do comercio e restauração se vai ressentir de forma irreversível com esta quebra brutal do poder de compra e muitos vão mesmo fechar portas. 

É neste contexto que acho que faria todo o sentido um banco de trocas. Para podermos "livrar-nos" do que já não queremos trocando por algo que nos faça falta... Talvez assim suprimissemos de certa forma a necessidade de ter algo novo. De comprar, de consumir...

(Olhando para isto consigo aperceber-me também do quanto estamos a regredir. "Troco estes 6 ovos por um quilo de batatas")

... E sim, é muito giro acompanhar as 3500 tendências da moda e ver as patrocinadas a desfilar os modelitos ofertados, o que realmente é triste é que a maior parte de nós vai ficar mesmo só a ver!!